CAROS LEITORES DO NONA BLOG, RECEBÍ ESTA MENSAGEM ESPIRITUAL E DESEJO COMPARTILHAR COM VOCÊS POR TRAZER EDIFICAÇÃO E LIÇÕES PARA A VIDA DE TODOS NÓS.

 

 

A VIDA TEM MAIS

 

 

O que você espera da vida? Que ela continue esse marasmo de sempre ou que coisas novas possam surgir? O que você tem feito para viver aquele algo mais da vida? Você nem sabia que a vida tem mais? Bom, para experimentar que "a vida tem mais” precisamos aprender no mínimo 4 lições importantes.

1. Se dar (Filipenses 2:5-11)
A despeito de tudo que é incomparável e radicalmente diferente na pessoa e obra de Cristo (vv. 6-11), os cristãos devem ter a atitude de Jesus, ou seja, de humanidade sacrificial e de amor ao próximo.

O texto afirma que Jesus é plenamente Deus em sua forma essencial, soma das qualidades que fazem com que Deus seja ele mesmo. Contudo, esta elevada posição não era algo da qual ele não pudesse abrir mão para vir ao mundo e ser o remidor da humanidade.

Vida cristã consiste em entregar-se, doar-se em favor de uma causa ou de alguém, tal qual o Mestre. Diante desta verdade como você tem se agido? Se interesse pelas pessoas, realize coisas, seja uma benção na vida de alguém e comece assim a aplicar em sua vida um pouco do que Jesus ensinou.

2. Vida plena (João 10:10)
A vida é a dádiva de Cristo (João 10:28), e ele é, na realidade, a própria vida (João 14:6). O objetivo da vida, morte e ressurreição de Jesus é que você desfrute de uma vida verdadeiramente satisfatória, agradável e gratificante (o que nada tem a ver com o não passar por dificuldades). Viver a vida concedida por Cristo é muito mais que simplesmente viver uma vida; é ter uma vida plena pela frente e vivê-la plenamente.


Por mais que você procure vida e satisfação em coisas exteriores, ainda que sejam muito boas e agradáveis, o que elas, de fato, lhe poderão oferecer é uma aparente boa vida e uma satisfação temporária, pois vida plena e um contentamento genuíno somente Cristo pode oferecer.

3. Vida em sabedoria (Salmo 119:11; II Timóteo 3:16-17)
O conceito de sabedoria pós-moderno é bem diferente daquele explanado nas Escrituras, como por exemplo no livro de Provérbios. A própria Bíblia afirma que a sabedoria de que o homem necessita para viver uma vida plena, ou seja, uma vida sob a óptica divina, encontra-se nela mesma.

No salmo em questão, percebe-se o comprometimento do salmista com Deus que, para não pecar contra este, decide aplicar a Palavra em sua vida. Nota-se, portanto, que esta Palavra além de conceder sabedoria ao homem, o afasta pecado.

Na segunda epístola a Timóteo são listados alguns dos benefícios que as Escrituras oferecem ao seu seguidor, a saber: o ensino, a repreensão, a correção e a instrução na justiça, cujo propósito é fazer com que o seguidor de Cristo não só esteja apto, mas totalmente preparado para as boas obras que ele deverá praticar.

Tendo em vista esta realidade, eu proponho que você busque ao Senhor, pratique a Palavra e, assim, viva em sabedoria.

4. Insistência (Hebreus 10:35-39)

A insistência está ligada à oração, à fé, e àquela certeza de que, no tocante à caminhada cristã, por exemplo, não se pode retroceder, por conta dos altos e baixos típicos da vida, ainda que eles sejam como que barreiras quase que intransponíveis.

Você ora porque crê que o Senhor pode ouvir e atender as suas petições. E essa sua confiança, segundo o autor da carta aos Hebreus, será recompensada; e não se trata de uma simples recompensa e sim de uma rica recompensa (v. 35). Deus irá recompensá-lo maravilhosamente- no tempo dele e não no seu, até porque o dele é sempre melhor - por sua determinação e perseverança na vida com Cristo.

A insistência, quando situada sob a vontade divina, não é uma mera teimosia, mas uma firme convicção de que Deus, e não você, reverterá a situação, mudará a história, enfim, fará alguma coisa. Por isso,  jamais desista!! Mais que brasileiro você é um cristão e cristão não desiste nunca!

Doe-se, busque vida em Jesus, viva em sabedoria e persevere, pois só assim você verá que a vida tem muito mais!

Deus os abençoe.

 

Pastor Leonel e Pastor Renato (1ª Igreja Ev. Irmãos Menonitas do Jabaquara)

E-mail: cristocentro@googlegroups.com

SEXUALIDADE NA MENOPAUSA

VIDA SEXUAL NA MENOPAUSA

Com a chegada da menopausa o desejo sexual pode diminuir. Algumas mulheres que se sentiram obrigadas a manter relações sexuais por toda uma vida, justificam a perda da função sexual com o fim da menstruação. Usam a menopausa como desculpa para não precisarem mais “submeter-se” a seus parceiros sem obtenção alguma de prazer.

Já outras mulheres experimentam uma melhora da vida sexual e de seu desejo com a parada do ciclo menstrual, pois não precisam mais temer a gravidez indesejada e geralmente não têm mais filhos pequenos que atrapalhem o sono ou que ocupem muito sua atenção ao longo do dia. Logo, é uma questão na qual o peso cultural tem grande influência.

Com a perda da produção de alguns hormônios na menopausa, a mulher fica com menos lubrificação vaginal, devendo ter maior cuidado durante o ato sexual. Quando a vagina fica seca, o atrito do pênis pode machucá-la, como também ao seu parceiro, além de poder provocar algumas infecções (vulvovaginites). O uso de cremes lubrificantes é aconselhável, bem como a possibilidade de reposição hormonal. Um outro fenômeno que ocorre é a perda da gordura localizada nos grandes lábios, fazendo com que a vagina diminua de tamanho e esteja mais propensa a sofrer dor no coito.

A fantasia deve ser muito utilizada para despertar maior prazer no ato.

O orgasmo da mulher menopáusica pode ser muito intenso, pois as terminações nervosas estão muito mais à flor da pele, literalmente falando, pois, como assinalado acima, a capa de gordura da região da vulva está diminuída.

Muitas mulheres experimentam um reflorescimento da vida sexual.

DICAS IMPORTANTES

·        Uso de lubrificantes nas relações sexuais evita o desconforto e possíveis infecções vaginais;

·        Consultar o ginecologista para realizar a reposição hormonal se indicada pelo profissional;

·        Climatização do ambiente antes dos encontros sexuais;

·        Usufrua do maior estímulo e disposição sexual do seu parceiro pela manhã, pois você sentirá mais desejo e estimulada para a relação;

·        Em caso problemas sexuais de inibição, falta ou dificuldade de se chegar ao orgasmo procurar orientações técnicas para usufruir melhor de sua sexualidade;

·        As alterações hormonais poderão desencadear Transtorno do Humor: depressão, irritabilidade, tristeza, desânimo intenso, fadiga, baixa auto-estima. Nesses casos, deve-se buscar ajuda psiquiátrica.

 

 

 

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MENOPAUSA E CLIMATÉRIO

 

A menopausa é a última menstruação da mulher. Interrupção completa da menstruação.

O climatério é a fase da vida em que ocorre a transição do período reprodutivo ou fértil para o não reprodutivo, devido à diminuição dos hormônios sexuais produzidos pelos ovários.

 

A insuficiência ovariana é secundária ao esgotamento dos folículos primordiais que constituem o patrimônio genético de cada mulher. A diminuição dos níveis hormonais é um fato que ocorre com todas as mulheres e se inicia ao redor dos 40 anos. Algumas mulheres podem apresentar um quadro mais acentuado de sinais e sintomas, porém todas chegarão à menopausa.

 

A menopausa delimita as duas fases do climatério: pré- menopausa e o pós-menopausa.

A idade média das mulheres na menopausa é de 51 anos, podendo variar de 48 a 55 anos. Quando ocorre nas mulheres com menos de 40 anos é chamada de menopausa prematura.

 

A diminuição ou a falta dos hormônios sexuais femininos podem afetar vários locais do organismo e determinam sinais e sintomas conhecidos pelo nome de síndrome climatérica ou menopausal.

 

SINTOMATOLOGIA FREQUENTE

Fogachos ou ondas de calor, que causam uma vermelhidão súbita sobre a face e o tronco, acompanhados por uma sensação intensa de calor no corpo e por transpiração. Podem aparecer a qualquer hora e muitas vezes são tão desagradáveis que chegam a interferir nas atividades do dia a dia.

 

Alterações urogenitais causadas pela falta de estrogênio que levam a atrofia do epitélio vaginal, tornando o tecido frágil a ponto de sangrar. Na vagina, a atrofia causa o estreitamento e encurtamento, perda de elasticidade e diminuição das secreções, ocasionando secura vaginal e desconforto durante a relação sexual (dispareunia). Modificações na flora vaginal facilitam o aparecimento de uma flora inespecífica que predispõe a vaginites. Outros efeitos indesejáveis ocorrem no nível da uretra e da bexiga, causando dificuldade de esvaziamento da mesma, perda involuntária de urina , ocasionando a chamada síndrome uretral, caracterizada por episódios recorrentes de aumento da freqüência e ardência urinária, além da sensação de micção iminente.

 

Alterações do humor, sintomas emocionais, tais como ansiedade, depressão, fadiga, irritabilidade, perda de memória e insônia devido às alterações hormonais que afetam a química cerebral.

 

Modificação da sexualidade com diminuição do desejo sexual (libido), que pode estar alterado por vários motivos, entre eles, a menor lubrificação vaginal.

 

Aumento do risco cardiovascular pela diminuição dos níveis de estrogênio.

 

O estrogênio protege o coração e os vasos sanguíneos contra problemas, evitando a formação de trombos que obstruem os vasos e mantendo os níveis do bom colesterol.

 

Osteoporose, que é a diminuição da quantidade de massa óssea, tornando os ossos frágeis e mais propensos às fraturas, principalmente no nível da coluna vertebral, fêmur, quadril e punho. Embora algumas mulheres possam não apresentar nenhum sintoma, alguma manifestação silenciosa da deficiência hormonal pode estar ocorrendo, como a perda de massa óssea que pode levar a osteoporose.É nos cinco primeiros anos após a menopausa que ocorre uma perda óssea mais rápida.

 

 

CAUSAS DOS SINTOMAS

·                    O estrogênio é o hormônio básico da mulher. Sua produção começa na adolescência, quando é responsável pelo aparecimento dos sinais sexuais secundários na mulher, e vai até a menopausa.

·                    A falta de estrogênio causa as ondas de calor ou fogachos em aproximadamente 75 a 80 % das mulheres.

·                    O estrogênio também é responsável pela textura da pele feminina e pela distribuição de gordura. Sua falta causará a diminuição do brilho da pele e uma distribuição de gordura na barriga.

·                    É a falta de estrogênio que causa a secura vaginal que acaba por afetar o desejo sexual pois transforma as relações em algo desagradável e doloroso.

·                    O estrogênio também é relacionado ao equilíbrio entre as gorduras no sangue, colesterol e hdl-colesterol. Estudos mostram que as mulheres na menopausa têm uma chance muito maior de sofrerem ataques cardíacos ou doenças cardio-vasculares.

·                    Uma outra alteração importante na saúde da mulher pela falta de estrogênio é a irritabilidade e a depressão. O estrogênio está associado a sentimentos de alta estima e a falta dele pode causar depressão em graus variados.

·                    Por último o estrogênio é responsável pela fixação do cálcio nos ossos. Após a menopausa grande parte das mulheres passará a perder o cálcio dos ossos, doença chamada osteoporose, responsável por fraturas e por grande perda na qualidade de vida da mulher.

·                    Estudos recentes têm associado a falta de estrogênio ao Mal de Alzheimer, perda total da memória.

 

Mães esquecidas

 

 

                        É proposital o atraso na publicação desta homenagem, pois enquanto o comércio comemora os lucros com o dia 10 de maio dedicado às mães, uma parcela sofrida destas guerreiras está longe de ser lembrada: são as mães de filhos especiais, as que se encontram nos asilos, nos presídios, as que dia após dia dedicam suas vidas à família sem que recebam sequer um obrigada, ou as que foram sepultadas sem a presença dos filhos para chorarem sua morte...

                        Esquecer alguém que partiu é natural, mas a saudade fica. Porém esquecer uma mãe que tem doado toda a essência do seu SER para o bem daqueles que gerou durante nove meses é, no mínimo, muito triste...

                        A data 10 de maio não é importante, mas indispensável é reconhecer em cada gesto o amor de uma mãe. Mesmo que sejam puxões de orelhas, os conselhos chatos, a advertência, a cobrança _ são atitudes que demonstram a existência de um plano de amor para a vida dos filhos, sejam crianças, adolescentes ou adultos.

                        A mãozinha da criança já não cabe dentro da mão da mãe. Ela está crescendo, amadurecendo, já não se pode mais colocá-la nos ombros, mas a cabeça ainda cabe no colo para um bom cafuné.

                        O tempo passa tão rápido, os compromissos da vida moderna passam a ser mais importantes do que as pessoas. As visitas aos domingos diminuem, acabam. Mas, as mães, mesmo esquecidas, continuam abençoando suas meninas e meninos...

                        Alguém já observou a dedicação das mães de filhos especiais? Existe uma força interior tão grande nessas mulheres que reflete-se em atitudes. Todos os dias levam nos braços suas crianças para o tratamento sem reclamar.

                        Caros leitores , como eu, sei que vocês gostariam de parabenizar essas mães maravilhosas e pedir perdão por tê-las esquecido por tanto tempo...

 

 

 

Por Cícera Arquelino Alves Ramos

Jornalista

Violencia domestica

O ciclo da violência doméstica

 

 

 

 

As raízes da violência doméstica são profundas, antigas se fazem presentes na vida de cada mulher em maior ou menor grau de risco. Para melhor entendimento, serão apresentadas as peculiaridades das três fases do ciclo da violência doméstica.

 

 

Primeira fase: Construção da tensão

 

 

Ocorre a construção da tensão no relacionamento através de agressões verbais, crises de ciúmes, ameaças, destruição de objetos, etc. Tentando evitar o pior, a mulher esforça-se para acalmar seu agressor, mostrando-se dócil, prestativa, satisfazendo todos os seus caprichos. Se ele explode, ela assume a culpa, sentindo-se responsável pelos atos do marido ou companheiro. A vítima nega a sua própria raiva e tenta atribuir ao cansaço e à bebida como sendo as causas das atitudes violentas do parceiro.

 

 

Segunda fase: Explosão da violência

 

 

Dá-se a explosão da violência marcada por agressões agudas. A tensão atinge seu ponto máximo e acontecem os ataques mais graves. A relação torna-se inadministrável e tudo se transforma em descontrole e destruição. Algumas vezes, a mulher percebe a aproximação da segunda fase e acaba provocando os incidentes violentos por não suportar mais o medo, a raiva e a ansiedade.

 

 

Terceira fase: Lua-de-mel

 

 

É notório o arrependimento do agressor. Terminado o período da violência física, o parceiro demonstra remorso e medo de perder a companheira. Ele pode prometer qualquer coisa, implorar por perdão, comprar presentes para a vítima, demonstrar efusivamente sua culpa e sua paixão, jura que jamais voltará a agir de forma violenta, promete que será novamente o homem por quem um dia ela se apaixonou.

 

 

Este ciclo tem se repetido inúmeras vezes na vida de muitas mulheres. Em decorrência da intolerância e desigualdades de gênero, as estatísticas da violência contra a mulher, segundo pesquisa da Fundação Perseu Abramo (2001) registra que, uma em cada cinco brasileiras (19%) sofreu algum tipo de violência por parte de algum homem: 16% relatam casos de violência física, 2% de violência psíquica e 1% de assédio sexual. Ainda de acordo com a pesquisa, em relação as diferentes formas de agressão, 43% das entrevistadas reconhecem ter sofrido algum tipo de violência, 33% experimentaram alguma violência física, 27% violência psíquica, 11%  assédio sexual e 11% também teriam sido espancadas. Na população, isso significa algo em torno de 6,8 milhões de mulheres. Considerando a proporção das que sofreram espancamento no ano anterior à pesquisa, calcula-se que a cada 15 segundos uma mulher é espancada em nosso país.

 

Amigos (a) leitores (a), estou lisonjeada com a sua visita ao Nona Blog. Desejo manter com vocês um relacionamento mais próximo, por isso dê a sua opinião sobre os artigos publicados, sugestões de temas e deixe seu e-mail para podermos interagir.

 

Um abraço carinhoso a todos (as).

 

 

Por Cícera Arquelino Alves Ramos

Opiniões sobre a Lei Maria da Penha

 

Opiniões sobre a Lei Maria da Penha

 

 

A Lei nº 11.340, de 07 de agosto de 2006, criada para coibir a violência contra a mulher, tem despertado desde a sua publicação inúmeras  opiniões quer contrárias quer a favor. A pesquisa realizada na internet relaciona posicionamentos conflitantes, desde juiz de direito, socióloga, profissionais e estudantes que desenvolvem trabalho sobre a temática da violência doméstica.

O nome é uma homenagem à biofarmacêutica Maria da Penha Maia, agredida seguidamente pelo marido. Após duas tentativas de assassinato em 1983, ela ficou paraplégica. O marido, Marco Antonio Herredia, só foi preso após 19 anos de julgamento e passou apenas dois anos em regime fechado.

 

Abaixo, as opiniões pesquisadas:

 

1 - O Conselho Nacional de Justiça abriu, nesta terça-feira (20/11), processo administrativo contra o juiz Edilson Rumbelsperger Rodrigues, de Sete Lagoas (MG). Em diversas sentenças, o juiz desqualificou a Lei Maria da Penha, que coíbe a violência doméstica. Em suas decisões, ele se refere à lei como um “monstrengo tinhoso” e “um conjunto de regras diabólicas”.

( Fonte – www.conjur.com.br/terça, 20 de novembro de 2007)

 

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vai decidir se abre processo administrativo contra o juiz Edilson Rumbelsperger Rodrigues, de Sete Lagoas (MG), que considerou inconstitucional a Lei Maria da Penha - considerada um marco na defesa da mulher contra a violência doméstica.

Segundo reportagem do jornal "Folha de S.Paulo", o juiz rejeitou pedidos de medidas contra homens que agrediram e ameaçaram suas companheiras. De acordo com o jornal, o magistrado considera a lei "um conjunto de regras diabólicas". Ele chegou a chamar a lei de "monstrengo tinhoso". "É, portanto, por tudo isso, que, de nossa parte, concluímos que, do ponto de vista ético, moral, filosófico, religioso e até histórico, a chamada 'Lei Maria da Penha' é um monstrengo tinhoso", disse o juiz, em uma decisão.

Por unanimidade, o CNJ decidiu nesta terça-feira (23) encaminhar ao corregedor nacional de Justiça, Cesar Asfor Rocha, cópia de um despacho do magistrado. O CNJ recebeu um ofício da secretária especial de Políticas para Mulheres, ministra Nilcéia Freire. E seguiu decisão da relatora do caso, a juíza Andréa Pachá.

A partir das conclusões do corregedor, o conselho vai decidir se abre a investigação administrativa. A punição máxima que ele pode sofrer é a aposentadoria compulsória, com vencimentos proporcionais. Não há prazo para a decisão.

"A mim pareceu muito complicado que nós exerçamos algum controle sobre uma decisão judicial porque não é esse o objetivo do conselho. Por outro lado, este tipo de adjetivação, vindo de um juiz que exerce a função de juiz criminal e de menores numa comarca em Minas Gerais, me parece que nós também não possamos deixar de avaliar ou deixar de investigar que tipo de juiz está exercendo a jurisdição e se essa matéria realmente foge ao nosso controle", disse a juíza.

O CNJ é responsável pelo controle externo do Poder Judiciário. As decisões do conselho só podem ser revistas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

 

  Sentença-padrão

Segundo a reportagem da "Folha de S. Paulo", o juiz usou uma sentença-padrão, repetindo os mesmos argumentos nos pedidos de autorização para adoção de medidas de proteção contra mulheres sob risco de violência por parte do marido.

Em todos os casos analisados pelo magistrado, ele negou a vigência da lei em sua comarca, que abrange oito municípios da região metropolitana de Belo Horizonte, com cerca de 250 mil habitantes. O Ministério Público recorreu ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), conseguiu reverter um caso e agora aguarda que os outros sejam julgados.

Em uma das decisões, o juiz sugeriu que o controle da violência contra a mulher pode pôr em risco o futuro das famílias brasileiras. "A vingar esse conjunto de regras diabólicas, a família estará em perigo, como inclusive já está: desfacelada, os filhos sem regras, porque sem pais; o homem subjugado", citou o juiz, em uma das decisões.

 

2-

A Gazeta - Porque a senhora é contrária a Lei Maria da Penha? Heleieth - Me aponte um prisioneiro que tenha saído melhor da cadeia do que quando entrou. A cadeia é uma escola de pós-graduação para o crime. Não queremos a igualdade social com os homens? Nós não queremos mandar nos homens, e tampouco que o mando masculino continue. Se eu proponho a reeducação da vítima e do agressor estou muito mais no caminho da igualdade do que se eu botar o cidadão na cadeia. Essa minha idéia de ressocializar a mulher e o homem é muito mais antiga que a Lei Maria da Penha e me incomodava demais ter serviço de atendimento apenas para as mulheres e não para os homens e aí eu falava muito nisso e escrevia. A Gazeta - A senhora acha que penas mais duras não coibem a prática de crimes? Heleieth - Se fosse assim nos Estados Unidos, os estados que têm a pena de morte seriam os que apresentariam os índices de criminalidade mais baixos, entretanto não é assim. E não há uma correlação positiva entre maior criminalidade e penas mais duras, como não há o inverso também. A Gazeta - Tem muito homem que reclama que mulheres abusam da Lei Maria da Penha? Heleieth - Não é só mulheres que abusam da lei, tem muitos intelectuais achando que ela é a salvação. Não é. Está mostrado que em Cuiabá não é. Em São Paulo está sendo pessimamente implementada, ninguém gosta da lei. Em primeiro lugar, ela não atende o interesse das vítimas. A mulher vítima da violência não quer ver os pais dos seus filhos na cadeia. Não consulta o interesse das vítimas. A Gazeta - Há 46 anos a senhora pesquisa o tema. A violência contra a mulher era menor? Heleieth - Antes da mulher se calava. Meus estudos me mostraram o oposto do que se diz que o patriarcado que era da história remota e estaria morrendo. Nós tivemos sociedades igualitárias. O patriarcado surgiu há 6 mil anos. É um bebezinho quando a gente compara na história. A Gazeta - Quando a mulher passou a denunciar o agressor. Se antes ficava quieta o que a motivou partir para a denúncia? Heleieth - Mas se ela ficava quieta era por causa da família. Se ela dizia "Eu vou me separar porque ele me bate", a família dizia "ruim com ele, pior sem ele". Até hoje se diz isso. A família segurava, os vizinhos, os amigos, a igreja. É uma coisa socialmente construída, mas que pode ser desconstruída e reconstruída em direção a igualdade entre homens e mulheres. A Gazeta - Como deconstruir se ainda o machismo é grande? Heleieth - Como visibilizou o fenômeno da violência doméstica? Foi por meio das delegacias especializadas. Nós temos conseguido que o governo tome medidas a partir de pesquisas que visibilizem a violência doméstica em torno dessas sociedades patriarcais. É possível construir a igualdade. Até 1962, a mulher quando se casava perdia uma série de direitos civis. Quando solteira ou enviuvava ela tinha liberdades civis. Ela só poderia trabalhar fora com a permissão do marido. Em 27 de agosto do mesmo ano, saiu uma lei o Estatuto da Mulher Casada que arrebentou alguns grilhões. A Gazeta - É possível chegar a sociedade igualitária por meio da Lei Maria da Penha? Heleieth - Se não matarem todas as mulheres.... (risos). Violência não se combate com violência. Ás vezes a Lei Maria da Penha é uma violência maior ainda que as cometidas pelos agressores. A Gazeta - O que seria o modelo ideal para que a violência doméstica não seja tratada nas delegacias? Heleieth - O papel das mulheres é conhecer os seus direitos e conhecer o caminho para obter o cumprimento dos direitos quando violados e divulgar isso na comunidade. Existem cursos para isso, orientação jurídica, há as casas abrigos. No caso dos homens eu passaria filmes para discutir o tema, daria um texto curto de jornais para esses homens contando casos de assassinatos de mulheres. A partir disso, discutir a estrutura social da sociedade brasileira, mostrar historicamente. ---Publicado em A Gazeta de Cuiabá (MT), 28/11/07.

 

( Fonte: www.violênciamulher.org.br)

 

 

 

3 –Uma aberração legal
Marli Nogueira
06 de outubro de 2007

 

 O fato de em alguns países haver esse tipo de violência (contra o gênero, e não apenas do marido contra sua própria mulher) não nos autoriza a editar uma lei específica para proteção de todas as mulheres brasileiras, na medida em que não temos (pelo menos até o momento) nenhum tipo de violência praticada em razão do gênero. No Brasil, todos os casos de violência entre o casal se dão por problemas havidos com o próprio casal, e não por uma idéia preconcebida que o marido, ou a sociedade, tenha com relação a toda e qualquer mulher pelo fato de ela ser mulher. Tanto é assim, que ninguém vai às ruas para ajudar o marido a bater na mulher caso ele descubra que ela o está traindo (ao contrário do que costuma acontecer em alguns outros países). E se a briga é apenas entre o marido e a mulher dele, ninguém tem nada a ver com isso! Esse não é um problema de "direitos humanos" entre nós. É um problema de educação, que acomete casais de todas as classes sociais, embora seja mais freqüente em umas do que em outras. Nada mais do que isso.

 ( Fonte: www..liberdadedeexpressão.multiply.com)

 

4 -  A violência contra mulheres no âmbito doméstico é mais freqüente do que se imagina. Um em cada 5 dias de falta ao trabalho tem como causa a violência sofrida pelas mulheres dentro de casa, segundo estudos do Banco Mundial. O custo total da violência doméstica, em termos de atendimento médico e falta ao trabalho, oscila entre 1,6% e 2% do PIB. Na América Latina, o Brasil foi o 18º país a contar com uma lei específica para casos de violência doméstica. Bastaram seis meses de vigência para se ver a falta que essa lei fazia.

(Fonte - HTTP//leituras-favre.blogspot.com/2007/lei Maria da Penha)

 

5 - Carlos
13/08/06

Há 8 (oito) meses estou desenvolvendo o meu Trabalho de Conclusão de Curso (ENFERMAGEM), com o tema VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER - UM ENFOQUE NA ASSINSTÊNCIA À SAÚDE e durante o levantamento bibliográfico e recentemente em participação da I conferência em Saúde da Mulher realizada em Monte Alto-SP fiquei junto a minha colega de pesquisa indignado e perplexo com o aval judicial diante das ações inerentes à violência contra a mulher. Visto em minha pesquisa que as mulheres deixam de procurar a justiça por ver que à ela está sendo negada um julgamento justo - quando do julgamento do caso o marido/companheiro íntimo recebe como pena pagar cestas básicas. Pior ainda foi ter ouvido a Delegada de Políca de Monte Alto - SP dizer que já participou de um julgamento em que a pena do marido foi dar um BOQUÊ DE FLORES para a esposa.
Fico muito grato, assim como penso que todas as mulheres também pela sanção LEI MARIA DA PENHA, em que realmente estamos vendo as POLÍTICAS PÚBLICAS serem praticas a favor do cidadão (ã).

(Fonte : HTTP://cynthiasemiramis.org)

 

6 - Bárbara
28/08/06

Bem, mais uma vitória pela democracia e mais justiça na vida das mulheres. Essa lei tem muita a acrescentar, espero que não fique aponas vislumbradas no plano legislativo, espero de coração que passe a fazer parte da vida cotidiana de qualquer uma que busque pela sua integridade e daqueles que com ela vivem.

Nada nesse mundo justifica qualquer tipo de violência e a mulher não deve suportar esse tipo de tratamento. Não vivemos mais em séculos passados, onde éramos obrigadas a nos conformar com tais comprtamentos. Crescemos, amadurecemos pelas lutas e vitórias e mostramos que somos capazes de acrescentar muito e tornar nossa sociedade mais humana.

Abraços e o caminho continua…

( Fonte: idem)

7- Leila Alves - Acadêmica do curso de direito
04/09/06

É bem verdade que essa lei se materializa em grande ajuda na luta contra a violência que abraça a humanidade. No tocante à mulher, a situação é muito mais gritante, em razão, do poder do mais forte (fisicamente) sobre o mais fraco. Além da esfera problemática que envolve esse tipo de violência, visto que ela atinge não só a agredida, mas, também toda a sociedade, pois atinge diretamente os filhos, vizinhos que se envolvem em defesa da agredida e prole, e muitas vezes sofrem represárias, e assim, por tabela a sociedade que recebe mais uma carga extremamente negativa. Parabéns à todos que lutaram por essa lei. Porém, é importante ressaltar que esse foi um passo positivo contra uma das calamidades mundiais vivida atualmente no planeta, a violência contra a mulher. Precisamos continuar lutando!

( Fonte: idem)

 

O extermínio de mulheres

 

O massacre de mulheres continua em pleno século 21. Filmado pela imprensa nacional, capítulo a capítulo como se fosse uma novela, o drama da adolescente Eloá, 15, culminou no seu assassinato pelo ex-namorado. O desfecho foi chocante para todos que acompanharam o caso pela TV, mas centenas de crianças, adolescentes e mulheres têm sido mortas, no anonimato, pelas pessoas que fazem parte de seus laços de afeto. São pais, padrastos, tios que estupram.... são namorados e maridos que espancam e matam...

 

As estatísticas de violência contra a mulher são estarrecedoras. Apesar da vigência da Lei Maria da Penha, publicada em 07 de agosto de 2006, o número de homicídio e de violência sexual aumentaram. O agressor dá sinais de que ignora a legislação e parte para a ofensiva, desrespeitando a vida das vítimas e as instituições governamentais que têm a obrigação de zelar pelos direitos e garantias fundamentais da pessoa humana.

 

O Dia Internacional da Mulher foi proclamado durante a 2ª Conferência de Mulheres Socialistas em Copenhagem, 1910. É uma data de mobilização e luta das mulheres pela conquista de direitos, em justa homenagem às 129 operárias de Nova York, mortas, queimadas, em reivindicação por melhores salários e condições de trabalho. De lá para cá, avançamos? Indiscutivelmente que sim. Mas, infelizmente, a cada 08 de março, temos novas vítimas que se transformam em bandeira de luta contra todos os tipos de violência contra a mulher.

 

A Lei Maria da Penha de nº 11.340/2006, em seu artigo 7º, elenca as formas de violência doméstica e familiar contra a mulher, entre outras, a violência física, entendida como qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal; a violência psicológica, retratada pelas práticas que causem dano emocional e diminuição da auto-estima, degradação ou controle de suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, insulto, perseguição contumaz, etc; violência sexual, praticada por meio de qualquer conduta que a constranja a presenciar, a manter ou a participar de relação sexual não desejada, mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força; que a induza a comercializar ou a utilizar, de qualquer modo, a sua sexualidade, que a impeça de usar qualquer método contraceptivo ou que a force ao matrimônio, à gravidez, ao aborto ou a prostituição, mediante coação, chantagem, suborno ou manipulação; ou que limite ou anule o exercício de seus direitos sexuais e reprodutivos; a violência patrimonial, compreendida pelos atos de retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades e a violência moral, entendida como qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria.

 

A violência contra a mulher constitui um problema de saúde pública, além de representar uma violação dos direitos humanos. Estima-se que cause mais mortes às mulheres de 15 a  44 anos que o câncer, a malária, os acidentes de trânsito e as guerras. Suas várias formas de dominação e de crueldade têm como perpetradores parceiros, familiares, conhecidos, estranhos ou agentes do Estado.

 

Segundo pesquisa da Fundação Perseu Abramo, a cada 15 segundos uma mulher é espancada e a cada 20 segundos tem a sua integridade física ameaçada por arma de fogo. Mas, como antecipar sinais da violência? Cada pessoa é completamente diferente da outra e tem uma história pessoal e intransferível, porém, alguns sinais ajudam a identificar as chances de uma relação se tornar violenta. O primeiro sinal de perigo é o comportamento controlador que sob a desculpa de proteger ou oferecer segurança, a pessoa potencialmente violenta passa a monitorar os passos da vítima e a controlar suas decisões, seus atos e   relações; o rápido envolvimento amoroso sinaliza perigo, pois a  relação se torna tão intensa, tão insubstituível e nas palavras do agressor “ele nunca amou ninguém daquela forma e estará destruído se ela o abandonar”; expectativas irrealista com relação à parceira, ele espera que ela preencha todas as suas necessidades, exigindo que a mulher seja perfeita como mãe, esposa, amante e amiga. O agressor a coloca em posição de isolamento, criticando e acusando amigos e familiares e procurando impedir, das mais variadas formas, que a parceira circule livremente, trabalhe ou estude; hipersensibilidade, ele mostra-se facilmente insultado, ferido em seus sentimentos ou enfurecido com o que considera injustiças contra si; crueldade com animais e crianças associada ao desempenho de papéis violentos na relação sexual, fantasiando estupros, desconsiderando o desejo da parceira ou exigindo sexo em ocasiões impróprias; abuso verbal  é sinal característico que antecede a violência física. O agressor poderá ser cruel, depreciativo, grosseiro e tentará convencer que sua parceira é estúpida, inútil e incapaz de faxer qualquer coisa sem ele; outros abusos no passado, o perpetrador da violência tentará negar, responsabilizando suas vítimas anteriores.

 

A violência é secular e mora dentro de cada pessoa. Pode-se agredir ou ser agredido(a). Ter domínio das emoções e respeitar o direito do outro é uma decisão a ser tomada e, apenas os sábios estão aptos para transpor as barreiras do próprio egoísmo e aprender com o próximo.

Contato: ciceraarquelino@bol.com.br

 

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