SEXUALIDADE NA MENOPAUSA

VIDA SEXUAL NA MENOPAUSA

Com a chegada da menopausa o desejo sexual pode diminuir. Algumas mulheres que se sentiram obrigadas a manter relações sexuais por toda uma vida, justificam a perda da função sexual com o fim da menstruação. Usam a menopausa como desculpa para não precisarem mais “submeter-se” a seus parceiros sem obtenção alguma de prazer.

Já outras mulheres experimentam uma melhora da vida sexual e de seu desejo com a parada do ciclo menstrual, pois não precisam mais temer a gravidez indesejada e geralmente não têm mais filhos pequenos que atrapalhem o sono ou que ocupem muito sua atenção ao longo do dia. Logo, é uma questão na qual o peso cultural tem grande influência.

Com a perda da produção de alguns hormônios na menopausa, a mulher fica com menos lubrificação vaginal, devendo ter maior cuidado durante o ato sexual. Quando a vagina fica seca, o atrito do pênis pode machucá-la, como também ao seu parceiro, além de poder provocar algumas infecções (vulvovaginites). O uso de cremes lubrificantes é aconselhável, bem como a possibilidade de reposição hormonal. Um outro fenômeno que ocorre é a perda da gordura localizada nos grandes lábios, fazendo com que a vagina diminua de tamanho e esteja mais propensa a sofrer dor no coito.

A fantasia deve ser muito utilizada para despertar maior prazer no ato.

O orgasmo da mulher menopáusica pode ser muito intenso, pois as terminações nervosas estão muito mais à flor da pele, literalmente falando, pois, como assinalado acima, a capa de gordura da região da vulva está diminuída.

Muitas mulheres experimentam um reflorescimento da vida sexual.

DICAS IMPORTANTES

·        Uso de lubrificantes nas relações sexuais evita o desconforto e possíveis infecções vaginais;

·        Consultar o ginecologista para realizar a reposição hormonal se indicada pelo profissional;

·        Climatização do ambiente antes dos encontros sexuais;

·        Usufrua do maior estímulo e disposição sexual do seu parceiro pela manhã, pois você sentirá mais desejo e estimulada para a relação;

·        Em caso problemas sexuais de inibição, falta ou dificuldade de se chegar ao orgasmo procurar orientações técnicas para usufruir melhor de sua sexualidade;

·        As alterações hormonais poderão desencadear Transtorno do Humor: depressão, irritabilidade, tristeza, desânimo intenso, fadiga, baixa auto-estima. Nesses casos, deve-se buscar ajuda psiquiátrica.

 

 

 

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MENOPAUSA E CLIMATÉRIO

 

A menopausa é a última menstruação da mulher. Interrupção completa da menstruação.

O climatério é a fase da vida em que ocorre a transição do período reprodutivo ou fértil para o não reprodutivo, devido à diminuição dos hormônios sexuais produzidos pelos ovários.

 

A insuficiência ovariana é secundária ao esgotamento dos folículos primordiais que constituem o patrimônio genético de cada mulher. A diminuição dos níveis hormonais é um fato que ocorre com todas as mulheres e se inicia ao redor dos 40 anos. Algumas mulheres podem apresentar um quadro mais acentuado de sinais e sintomas, porém todas chegarão à menopausa.

 

A menopausa delimita as duas fases do climatério: pré- menopausa e o pós-menopausa.

A idade média das mulheres na menopausa é de 51 anos, podendo variar de 48 a 55 anos. Quando ocorre nas mulheres com menos de 40 anos é chamada de menopausa prematura.

 

A diminuição ou a falta dos hormônios sexuais femininos podem afetar vários locais do organismo e determinam sinais e sintomas conhecidos pelo nome de síndrome climatérica ou menopausal.

 

SINTOMATOLOGIA FREQUENTE

Fogachos ou ondas de calor, que causam uma vermelhidão súbita sobre a face e o tronco, acompanhados por uma sensação intensa de calor no corpo e por transpiração. Podem aparecer a qualquer hora e muitas vezes são tão desagradáveis que chegam a interferir nas atividades do dia a dia.

 

Alterações urogenitais causadas pela falta de estrogênio que levam a atrofia do epitélio vaginal, tornando o tecido frágil a ponto de sangrar. Na vagina, a atrofia causa o estreitamento e encurtamento, perda de elasticidade e diminuição das secreções, ocasionando secura vaginal e desconforto durante a relação sexual (dispareunia). Modificações na flora vaginal facilitam o aparecimento de uma flora inespecífica que predispõe a vaginites. Outros efeitos indesejáveis ocorrem no nível da uretra e da bexiga, causando dificuldade de esvaziamento da mesma, perda involuntária de urina , ocasionando a chamada síndrome uretral, caracterizada por episódios recorrentes de aumento da freqüência e ardência urinária, além da sensação de micção iminente.

 

Alterações do humor, sintomas emocionais, tais como ansiedade, depressão, fadiga, irritabilidade, perda de memória e insônia devido às alterações hormonais que afetam a química cerebral.

 

Modificação da sexualidade com diminuição do desejo sexual (libido), que pode estar alterado por vários motivos, entre eles, a menor lubrificação vaginal.

 

Aumento do risco cardiovascular pela diminuição dos níveis de estrogênio.

 

O estrogênio protege o coração e os vasos sanguíneos contra problemas, evitando a formação de trombos que obstruem os vasos e mantendo os níveis do bom colesterol.

 

Osteoporose, que é a diminuição da quantidade de massa óssea, tornando os ossos frágeis e mais propensos às fraturas, principalmente no nível da coluna vertebral, fêmur, quadril e punho. Embora algumas mulheres possam não apresentar nenhum sintoma, alguma manifestação silenciosa da deficiência hormonal pode estar ocorrendo, como a perda de massa óssea que pode levar a osteoporose.É nos cinco primeiros anos após a menopausa que ocorre uma perda óssea mais rápida.

 

 

CAUSAS DOS SINTOMAS

·                    O estrogênio é o hormônio básico da mulher. Sua produção começa na adolescência, quando é responsável pelo aparecimento dos sinais sexuais secundários na mulher, e vai até a menopausa.

·                    A falta de estrogênio causa as ondas de calor ou fogachos em aproximadamente 75 a 80 % das mulheres.

·                    O estrogênio também é responsável pela textura da pele feminina e pela distribuição de gordura. Sua falta causará a diminuição do brilho da pele e uma distribuição de gordura na barriga.

·                    É a falta de estrogênio que causa a secura vaginal que acaba por afetar o desejo sexual pois transforma as relações em algo desagradável e doloroso.

·                    O estrogênio também é relacionado ao equilíbrio entre as gorduras no sangue, colesterol e hdl-colesterol. Estudos mostram que as mulheres na menopausa têm uma chance muito maior de sofrerem ataques cardíacos ou doenças cardio-vasculares.

·                    Uma outra alteração importante na saúde da mulher pela falta de estrogênio é a irritabilidade e a depressão. O estrogênio está associado a sentimentos de alta estima e a falta dele pode causar depressão em graus variados.

·                    Por último o estrogênio é responsável pela fixação do cálcio nos ossos. Após a menopausa grande parte das mulheres passará a perder o cálcio dos ossos, doença chamada osteoporose, responsável por fraturas e por grande perda na qualidade de vida da mulher.

·                    Estudos recentes têm associado a falta de estrogênio ao Mal de Alzheimer, perda total da memória.

 

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